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  • Barulho na casa de Deus

    Em Salvador, a população se sente incomodada com o barulho causado pelas igrejas durante seus cultos, louvores e gritaria até muito tarde da noite. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 dB, que corresponde a quatro pessoas conversando animadamente. Já com ruídos acima de 85 dB, dependendo do tempo de exposição e o nível do barulho. Poucas igrejas se preocupam com o assunto, fazendo seus cultos até ás 21h, e revestindo as paredes do local para que o som não se espalhe para os moradores, que têm direito ao silêncio. (Ísis Rodrigues e Ivani Lima)
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Volume baixo

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por  Lívia Oliveira, Manoel Arthur e Monique Moura

Você tem o costume de utilizar aparelhos como i-pods e mp3 no volume máximo? Fique sabendo que esse barulho pode acarretar diversos problemas de saúde irreversíveis, além de interferir no convívio social gerando diversos conflitos. Hoje em dia, a preocupação com a poluição ambiental está em alta, contudo muitos esquecem que a poluição sonora pode ser tão prejudicial quanto o lixo ou falta de esgoto. A falta de informação e de respeito com o próximo leva a sociedade a não se prevenir como deveria.

O crescimento das cidades favorece o aumento do barulho e maior inquietação dos indivíduos. O excessivo barulho urbano é prejudicial à audição, agindo sobre o organismo de diversas maneiras prejudicando não só o aparelho auditivo como o fisiológico e mental (psicológico) do ser humano. Segundo a fonoaudióloga Albanita Gomes, o indivíduo pode sofrer grande perda auditiva, induzida por ruídos constantes acima de 85 DB (A).

De acordo com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (SUCOM), a poluição sonora é causadora de diversos problemas de saúde como: insônia, estresse, hipertensão arterial, agressividade, perda da concentração, perda da memória, impotência sexual, dores de cabeça, cansaço, gastrite, úlcera, entre outros. O ruído de até cinco DB (A) pode incomodar, mas é adaptável. A partir de 55 DB (A), o que equivale a aproximadamente cinco pessoas conversando em um local tranqüilo, ocasiona estresse leve. O desconforto gradativo do organismo começa a cerca de 63 DB (a) com desequilíbrio bioquímico, aumentando o risco de enfarte, derrame cerebral, infecções, osteoporose, etc. Já em torno de 100 DB (A) pode haver perda imediata da audição, como no caso de uma explosão.

Outra vítima em relação aos ruídos ou sons em volume constante é o sono. Barulhos causados principalmente pelas buzinas e sons de automóveis, casas de shows e igrejas, segundo a estudante de fonoaudiologia Lívia Sidronio, são os grandes vilões nas reclamações dos pacientes. Mas, para Albanita, o automóvel é o que mais incomoda de fato.

O barulho também diminui a eficiência de um indivíduo no trabalho. O curioso é que algumas empresas tomaram algumas atitudes sensatas, conscientes, mostrando responsabilidade para com a saúde de seus funcionários. Desenvolvendo programas de conservação auditiva, que controlam os ruídos provenientes do local de trabalho disponibilizando também exames periódicos e indicação de equipamentos que protegem a audição. A devida atenção deve ser dada também às crianças, pois com a deficiência auditiva elas estão mais vulneráveis a desenvolverem dificuldades em relação ao aprendizado da linguagem, dificultando o rendimento escolar. Sendo assim, é extremamente importante o monitoramento e controle. De acordo com Alcir Rocha, chefe de fiscalização da SUCOM, existem limites sonoros determinados e é necessário o seu cumprimento.

A saúde vem em primeiro lugar em qualquer circunstância, sendo assim previna-se. Se possível, isole-se da área (fonte) do barulho e proteja-se. De fato, na maioria das vezes é complicado eliminar a fonte causadora, porém, sempre existe alguma forma de sanar determinado problema. O silêncio é a “chave” para uma melhor qualidade de vida. É preciso uma devida conscientização, respeito ao próximo. Fazer barulho é muito fácil, respeitar o próximo é que é difícil. Muitas vezes as reclamações que vão parar na SUCOM ou em casos de polícia, simplesmente se resolveriam se cada um respeitasse os “ouvidos” dos outros.

(setembro de 2007)

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